
Atualização:
Hoje, 26 de maio de 2009, decidi deletar vários poemas, acho que uns 50, não contei. Também modifiquei alguns, eliminando trechos.
SONETO SPLATTER
Expelindo um rio de sangue empodrecido
O raquítico enfermo estrebucha
Sofre muito o moribundo enfraquecido
Sangue jorra como se fosse uma ducha
E as poças de seu sangue tão imundo
Anunciam o seu destino fatal
Criatura vai dizendo adeus ao mundo
Vomitando o rubro líquido vital
A família observa sua morte
Provocada pela leptospirose
É uma explosão splatter sem igual
Vendo a hedionda cena eu me excito
Me fascina o tom vermelho, tão lascivo
E a dureza toma conta do meu pau
SPLATTER-GORE NA PISTA
Crianças brincam na rua
Mães conversam ao portão
Motorista embriagado
Vem guiando seu furgão
Só se ouve uma freada
Freada que foi em vão
Crianças atropeladas
Voam, são arremessadas
Então caem na calçada
Totalmente inanimadas
Contorcidas, desmembradas
Com as cabeças rachadas
Motorista sai do carro
Se dizendo inocente
Esse foi seu pior erro
Morrerá, sadicamente
Mães tomadas pelo ódio
Pegam paus, pedras ao chão
E então fazem justiça
Com as suas próprias mãos
Pauladas deformam face
Ferimentos doloridos
Ele implora: "-Não me mate!"
Sangue escorre dos ouvidos
Uma mãe se aproxima
Com um pedaço de cano
E espanca a cabeça
Estraçalhando seu crânio
O homem tem uns espasmos
E morre agonizando
Mais tarde chega a polícia
Que de longe já avista
As carcaças das crianças
O sangue, os miolos, tripas
O furgão incendiado
E o corpo do motorista
Hediondo linchamento
Splatter-gore na pista!
ESCATOLÓGICO COITO
Vomitando no meu pau
Ao fazer sexo oral
Defecando no meu pau
Ao fazer sexo anal
Sangue de menstruação
Corrimento vaginal
O esmegma rançoso
Da cabeça do meu pau
C'uma lâmina afiada
Eu gileto teus mamilos
Sangue jorra de teus seios
Eu mamo como um menino
Meto a faca em teu umbigo
E enfio minha pica
Descontrolada tu gritas
E eu gozo em tuas tripas
Eu fico muito excitado
Com teu corpo ensangüentado
Boto a rola em tua cara
Te mando chupar meu saco
Lambe, chupa, beija, morde
Dilacera feito louca
Meus testículos estouram
E vazam em tua boca
Você olha para mim
C'um sorriso bem maroto
E vai mastigando as bolas
Mastigando meu escroto
Escatológico Coito!
TORTURA OCULAR SUBVERSIVA

Linda mulher, amarrada na cadeira e com a cabeça presa em uma morsa; totalmente imobilizada. Seu olhar não será mais o mesmo... Com um estilete corto fora suas pálpebras. Seus olhos lacrimejam em abundância enquanto ela berra em profunda agonia. Mas seus desesperados gritos são sinfonia aos meus ouvidos. E a tortura não está nem perto de acabar. Com um alfinete faço sua desgraça. Seus ensangüentados olhos, tomados de pânico, fitam os meus. Lentamente começo a introduzir o alfinete em seu olho esquerdo, e com bastante calma furo-o várias vezes. Lágrimas escorrem por seu rosto, misturadas ao sangue e ao líquido enegrecido que começa a sair de seu olho vazado. Isso forma um bonito 'corpse-paint' em sua face tão bela. Tomado de fascínio, puxo um isqueiro do bolso, acendo-o e aproximo-o de seu rosto. Por aproximadamente cinco minutos eu queimo seu olho direito, que borbulha com as chamas. Ela berra, soluçando de tanto chorar, e me implora para que eu a mate logo. Não sei porquê, mas essa escabrosa cena me proporciona uma pulsante ereção. Solto sua cabeça e a desamarro, jogo-a de quatro no chão e com o estilete corto suas roupas. Resta ainda um olho a ser torturado... Meto com brutalidade meu pênis em seu rabo! Seus gritos me enlouquecem. E enfim, meu sêmen inunda seu ânus ensangüentado. Abraço-a com força por trás e começo a chorar, arrependido.
- Pobre moça, me perdoe.
E que Santa Luzia te abençoe...
FÉ DEMAIS
Aceite o tal nazareno
E conte pra todo mundo
Encene nesse teatro
Leia aquele livro imundo
Sinta o espírito santo
A santíssima trindade
Entre em transe, fale em línguas
Minta! Minta com vontade
E engane a si mesmo
Com tod'essa insanidade
Ponha sua fé na farsa
Siga o deus da incerteza
E nunca, nunca conteste
Aconteça o que aconteça...
POEMA DE FIM DE ANO
Não apresentável
Não sociável
Capaz de causar repulsa
Pela simples presença
Eis o que sou
Incomodando-os com meu silêncio
Apodreço aos poucos em meu canto
Acariciando meu amigo quadrupede
E mastigando minha própria barba
Enquanto observo de fora
A mediocridade das pessoas
E o modo como interagem entre si
O $orri$o e a $impatia do vendedor
O tapinha nas costas do colega de trabalho
A gravata no pescoço e o cabelo penteado
As luzes de natal, o poder do capital, a cabeça do meu pau
Ah! Vá tomar no cu!!!
Sim, sou mesmo diferente
Então, me ofenda e desrespeite
E depois me deseje um feliz ano novo
Como se nada tivesse acontecido
Você é bom nisso, sabia?
Humano medíocre de merda...
ONDE ESTÁ EL SALVADOR?
Acampamentos vão sendo queimados,
Tiros de rifle por todos os lados,
Corpos ao chão!
Frágeis mulheres vão sendo amarradas,
Pelos carrascos serão estupradas.
Não há perdão!
Sobreviventes são capturados,
Covardemente eles são torturados,
Tiram as roupas!
Com a machete são emasculados,
Têm seus cacetes então colocados
Em suas bocas!
Por um caminho de arame farpado,
Todos os filhos vão sendo arrastados.
Gritam de dor!
Em carne viva vão agonizando,
Torturadores em cima pisando.
Circo de horror!
MASSACRE EM EL SALVADOR!!!
UNTITLED
Eu só quero usar óculos escuros o dia inteiro, e tomar cerveja com canudinho e pedras de gelo, ficar de porre e arrotar frases sem nexo, assistir Faces da Morte enquanto faço sexo, eviscerar uma indigente hermafrodita e pular cordas com as tripas, arrancar as unhas de uma biscate com um maldito alicate e tomar vitamina de abacate enquanto um traveco me paga um boquete, dar um banho de óleo fervente num homem demente, e pra finalizar, matar uma pá de gente. E nem me interessa saber por que há pessoas sãs e pessoas loucas, ou por que há pessoas com o cu mais limpo que outras, ou por que o Chaves sempre bate no Seu Barriga, ou por que diabos você não quer ser minha amiga. Isso a mim pouco importa...
TOSHIBASSAUROS VOADORES,
ou Bababababababa Xaxaxaxaxaxaxa,
ou Pipoco No Cérebro Insano Que Pensa Do Avesso,
ou Ataíde Patreze Morreu,
ou Gonzaga,
ou Pixações Homossexuais no Banheiro Público,
ou Merengue,
ou Pipocas Tigrinho, Doce de Milho, Super Torradas,
ou Mi Xova,
ou Antílope Saltitante das Trevas,
ou Entretenimento Infanto-Juvenil Unissex,
ou Merengue de novo,
ou O dia em que um paralelepípedo agiu anti-inconstitucionalíssimamente e acabou caindo na cabeça cebácea de um proxeneta feliz,
ou, simplesmente, SEM TÍTULO.
---I---
Pensamento do avesso, vida do avesso, eu do avesso, tudo do avesso. Foda-se! Grão de milho. Milho cozido. Algodão doce. Nuvem de algodão doce. Baababababababa Xaxaxaxaxaxaxa. Merengue. Arenque. Pista. Campista. Puta. Puta! Merengue. Merengue. Merengue. Filha da puta! NÃO! Não faz sentido! Não procure um sentido praquilo que não tem sentido. Qual o sentido da vida?! O sentido da vida é chupar o meu cu! PHD em chupar cu! Olodum. Mussum. Chacrinha. Quero ver as criancinhas. Ciranda cirandinha. Cu. Pu. Bububububububu. Tototototototo. Xaxaxaxaxaxaxa. Não há palavras!!! Que diferença faz?! Que diferença EU faço?! Eu poderia morrer amanhã... ou hoje! Eu fui pro inferno e esqueci de voltar. Estou me afogando e não quero nadar, nem rimar, nem ninar, nem putar, nem disputar, nem computar, nem estar, nem lar, nem doce lar, nem bar, nem ar, nem ahhhhh!!! Filha da puta!
---II---
Arranque minha pele e me deixe agonizar em carne viva. Jogue sal grosso e álcool em minhas feridas. O sofrimento é a essência da vida. Viver! Vamos democratizar a dor e o prazer! É a dualdade que há em tudo... É como uma moeda: cara e coroa. O cara comendo a coroa de quatro no quarto, pois o marido corno manso não dá mais no couro... A vida é como uma moeda. Então, enfia a moeda no cu, e quando você for cagar, não vai conseguir. Você vai inchar, inchar, inchar, até explodir. E a moeda vai sair voando. Aí eu pego a moeda e compro um quilo de farinha pra fazer farofa, pra fazer farofa-fá. (...) Vem cá, minha amiga, cadela querida, lambe essa ferida dolorida que eu chamo de vida. Lambe com força, rasga e mastiga... a casquinha... Eu aceitaria pegar Aids de você, sabia?! Toda boceta tem um preço. Todo fim tem um começo... Pipoco no cérebro insano que pensa do avesso! Pipoco no cérebro insano que pensa do avesso!!! Que diferença faz?! Que diferença EU faço?! Que diferença NÓS fazemos?! A insignificância é tudo o que temos! Pipoco no cérebro insano que pensa do avesso! PIPOCO NO CÉREBRO INSANO QUE PENSA DO AVESSO!!!
.miF
ÇHEIROZO "!@#$%¨&*()_+
Amor que outrora fora d'outro
Pitoresco torresmo frito
Aleluia pitoresco
CachaSSa sabor calhambeque
Aparelho reprodutor feminino
MP3 e DVD
Dividir, somar, subtrair, comer queijo
PaSSoca sabor Nigel Mansell
ComeSSo.
SONETO À SABRINA
Vem, Sabrina, ajoelhe e diga adeus
Tão feliz estás e sei muito bem disso
Eu seguro forte nos cabelos teus
E com golpes executo meu serviço
Tua bela face é desfigurada
Sangue cobre teu semblante em carne viva
Te fatio c'uma lâmina afiada
Te picoto, ninfetinha atrevida
Não entendo como podes gostar disso
Em teus lábios manifesta-se um sorriso
Cada vez que passo a faca e faço um corte
Realmente és uma ninfa sem juízo
Que no cúmulo do sadomasoquismo
Sente o máximo prazer perante a morte
DANIELA
Daniela...
Talvez seria este o nome dela...
Que seria tua filha tão querida
E faria-te sorrir alegremente.
Algo tão inesperado, uma vida,
Que surgiu assim, tão repentinamente.
Daniela...
Talvez seria este o nome dela...
Que formava-se em teu útero sagrado
E morreu sangrando hediondamente,
Miserável feto morto, abortado,
Esquecido no passado eternamente.
Daniela...
Talvez seria este o nome dela...
Daniela...
VAGINOCÍDIO
Devastação total da genitália
Trucídio lascivo da chavasca
Hediondo tchaca-tchaca na butchaca
Conjunção carnal macabra
Mulher miúda estuprada
No matagal, de madrugada
Vaginocídio!
PIROCA DURA
A piroca dura
Cinquenta anos, mais ou menos
Depois disso, perde a validade
E amolesse de vez...
AÍ FODEU
Eu só queria meter
Ela queria me ter
Aí fodeu
PROSTITUIÇÃO INFANTIL
Minha prostituição é mais infantil que a sua...
Lero, lero... Lero, lero...
QUE PORRA É AQUELA NO CÉU?!
Que porra é aquela no céu?!
Que porra é aquela no céu???!!!
Que porra é aquela no céu da sua boca, sua puta!!!
CUZICE
Uiuiú, uiuiú
Que coceirinha gostosa no cu
Uiuiú, uiuiú
Que coceirinha gostosa no cu
Aiaiá, aiaiá
Depois que começa não qué mais pará
Aiaiá, aiaiá
Depois que começa não qué mais pará
(Agora cheira o dedo, seu arrombado!)
MÁ REPUTAÇÃO
Má rePUTAção.
MORRI AMANDO
Morri amando
Morri amando
Morri a mando
De seu marido.
DIVISÃO DE RENDA
Burguesia bebe Coca Cola
E cerveja no churrasco de domingo
E os pobres reviram o lixo
Em busca das latas de alumínio
Eis a divisão de renda no Brasil.
A HUMANIDADE
Está
Estagnada
Guinada?
Que Nada!
Está
Estagnada!
Nada.
MASTURBAÇÃO COMPULSIVA
Masturbação compulsiva
Para esquecer a vida
Me deixe gozar, me deixe sonhar...
Eu vou punhetar até o raiar
De um novo sol que irá brilhar
E anunciar um novo viver...
Me deixe gozar até morrer!
Me deixe gozar, punhetar...
Por medo de amar...
Por medo de amar!
O PI
[por Legume e Marcia Maggi]
O pi é um número "infinito"
Mas é escrito com um único símbolo
E falado com uma única sílaba
E o Chaves quando chora faz pipipipipi...
Um apito é piiiiiiiiii
Um palavrão censurado é piiiiiiiiii
Alguém morrendo na U.T.I. é piiiiiiiiii
E o nenê faz pipi.
Pipi também é genitália
E o Quico quando empurra o Seu Madruga fala:
Gentalha, Gentalha!
Fim.